A DESPEDIDA

1997

As gotas de chuva desciam lentamente pelo vidro da janela, e ali estava eu, em uma tarde de chuva, o sol se fora algo me paralisou naquela posição e meus olhos não se desviavam do horizonte, a rua parecia vazia, meu coração ofegante, lágrimas começavam a rolar de meus olhos, tinha somente cinco anos mas me lembro com exatidão, como se houvesse acontecido a segundos atrás. A janela era um portal, um portal que me levaria a um futuro triste, sem sentido, sem razão, por mais que eu tentasse desviar a minha face daquela forma em que me encontrava não conseguia, e foi então que eu vi um carro preto, um belo carro preto vindo em direção da minha casa, a rua estava vazia e algo estava para acontecer.
De repente o barulho compulsivo do motor do carro aproximou-se mais da minha casa, e mesmo negando ou não era ali que eles queriam chegar, eram quatro pessoas, duas estavam dentro do carro e não sairam de lá, apenas uma molher morena, alta, lindissima e um rapaz claro e alto desceram e se colocaram em passos curtos e lentos em direção a minha casa.
Como um estrondo minha mãe subira as escadas rapidamente e me pegou em seu colo, meu pai fizera o mesmo com Steve (meu irmão mais novo) que estava dormindo nesse momento, sentia o pulsar do sangue de minha mãe ficar mais forte, intenso, e mesmo que tentasse falar alguma coisa minha voz não saia, meus passos eram devagar, miha mãe me pulsera no chão e abrira um porta secreda que havia atrás da estante em um dos comôdos da casa.Era um quarto pequeno demais para que nos quatro pudessemos ficar ali por longas datas, meu coração gelou nesse momento, meus olhos secaram e meus sentidos pareciam estar em repouso, não fizera movimento algum.
-Nunca esqueça que lhe amo. - os olhos de minha mãe se encheram de lágrimas que não e puderam controlar, o cheiro de seu perfume exalou meus sentimentos, e o abraço apertado naquele exato momento me alertavam uma despedida.
Meu pai abraçou meu irmão com total euforia, e as lágrimas em seus olhos também rolaram gradativamente, seus olhos se voltaram em minha direção e ele deu um beijo em meu rosto; em seguida em um piscar de olhos ele e minha mãe sairam do quarto.
-Mãe! Pai! Mãe! Alguém?! - meus gritos se tornaram inúteis, meus sentidos voltaram a seus estados normais apenas depois de alguns minutos após a despedida, e já não havia mais nada a se fazer a respeito, meus gritos iam diminuindo lentamente.
Um novo barulho podia ser ouvido do quarto, parecia que mais pessoas subiram a escada, e com passos mais velozes e rápidos, o barulho que se pudera ouvir era assustador, alto, até que em minutos se silenciou, parecia que tudo estava mais tranquilo, a chuva continuara agora com mais intensidade, e os trovões abafara meus medos.
Abri a porta do cuidado e o que eu vira era desnorteante, parecia que uma matilha de bufalos passara por ali, ou que havia ocorrido uma guerra naquele local, sai correndo até a janela e meus pensamentos eram voltados ao que eu vira, o carro preto já não estava mais ali, nem meus pais, nem ninugém.
A luz acabou e meu irmão gritando por meu nome veio correndo em minha direção, me lembrei que na última vez em que a luz tinha acabado meu pai tinha pego uma na gaveta de seu guarda-roupa, o aroma que saia das roupas de meus pais me deixaram descontrolado, as lágrimas rolavam em meus olhos e a única forma de me controlar era pensar em meu irmão, no que ainda nos era reservado, não sabia se exatamente meus pais haviam saido de casa ou se foram capturados por aquelas pessoas, a lua não brilhou aquela noite, meus pés se travaram em uma posição.

Passe lentamente com meu irmão a meu lado pelo corredor da casa, enorme e vazio, bagunçado, as flores e mesas, balcões que haviam ali estavam espalhados pelo chão e aind acontinuara a caminhada, até que ao chegar na ponta da escada meus olhos havistaram a porta entre-aberta, e as lágrimas rolaram em meus olhos, como rios em noites de tempestade, como se o brilho da minha noite fora roubado por alguém que eu mal conhecesse, minha vida iria tomar outro rumo, e a de meu irmão também, não havia formas de se continuar uma vida em condições avastaladoras como nos encontravamos apenas sugeria icognitas que a vidas nos revelaria, se matar não era a solução, não para uma criança, aliás se meus pais ainda estivessem vivos a culpa seria destinada totalmente a eles e eles não poderiam pagar por um erro feito por mim.

Acelerei cada passo, como se fosse possivel sair correndo pela porta principal em direção aos raptores de meus pais, foi então que sem forças, me sentei no primeiro degrau da escada e parecia que minha mãe estava ali, sua presença, seu aroma perfumado, exalava minhas narinas, e com imensa angústia adormeci.

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

A Chuva caia intensamente lá fora, e, mesmo que eu fisesse força meus olhos não se abriam, as batidas fortes da porta do meu quarto, me chamando:
-Aleks! Aleks! você esta bem? esta vivo? - a voz de minha vó aumentava a cada palavra dita.
-Já estou indo! Nossa o Steven não vai calar a boca! - meu irmão roncava um barulho insuportavel, que me aguniava a alma
(EM BREVE CONTINUAÇÃO)

0 comentários:

Postar um comentário

 
©2009 A SAGA CINTILANTE | by TNB